
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) iniciou, no sábado (19), a preparação das urnas eletrônicas para as Eleições 2026. Serão preparados 18.935 equipamentos até 28 de setembro. Essa atividade corresponde à inclusão do sistema de votação, dados das candidaturas e as informações do eleitorado de cada uma das 17.326 seções eleitorais no estado, assim como a lacração dos equipamentos com lacres da Casa da Moeda.
A preparação das urnas eletrônicas é uma etapa formal do calendário eleitoral. Ela é realizada pelas 100 Zonas Eleitorais do estado em audiências públicas com a presença da sociedade, representantes dos partidos políticos e de instituições fiscalizadoras, como o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil.
794 urnas eletrônicas são preparadas em Blumenau
Em Blumenau, a equipe da 3ª Zona Eleitoral realizou a preparação de 464 urnas eletrônicas, sendo 23 para contingência, nesta terça-feira (22). Raphael de Oliveira e Silva Borges, juiz eleitoral desta ZE, relembrou a troca do sistema de votação em papel para o eletrônico na década de 90 e destacou o pioneirismo de Santa Catarina neste processo.
“Depois do dia do pleito mesmo, esse é o segundo ato mais importante que nós temos. A preparação das urnas eletrônicas é um trabalho muito importante para a legitimidade do nosso processo eleitoral. A verificação humana não é igual à verificação da máquina. Os humanos podem deixar passar muita coisa, a máquina não deixa passar nada. Então, o nosso processo eleitoral é um dos mais rápidos e um dos melhores do mundo”, exaltou. O trabalho de preparação dos equipamentos no município será encerrado no próximo domingo, dia 27 de setembro, quando a 88ª Zona Eleitoral de Blumenau realizará a etapa. Na data, 330 urnas eletrônicas serão preparadas no espaço do Fórum, na Rua Amadeu da Luz, 122. Destas, 17 são de contingência.
Entenda como é feita a preparação das urnas eletrônicas
A preparação das urnas eletrônicas é uma etapa formal do processo eleitoral que ocorre depois da consolidação das candidaturas e antes da votação. Realizada em audiências públicas em cada uma das 100 Zonas Eleitorais do estado, o processo reúne servidores da Justiça Eleitoral e Técnicos de Apoio ao Voto Informatizado (TAVIs). Só em Santa Catarina, são mais de 400 TAVIs destinados à função de preparação dos equipamentos, que corresponde a três passos principais: inserção de três mídias; autoteste e lacres.
Antes mesmo de iniciar a preparação das urnas, os equipamentos passam por uma limpeza para retirada de sistemas de eleições anteriores ou de treinamento, por exemplo. Com o equipamento “vazio”, é feita a inserção das mídias. A primeira é a Mídia de Carga, que contém o sistema da votação, a relação completa dos candidatos concorrendo em Santa Catarina, e cada um dos eleitores do estado. Mas há um detalhe importante, a informação dos eleitores é específica de cada seção eleitoral. Ou seja, a pessoa só é registrada como eleitora na urna da seção que vota.
Nas Eleições 2026, o tempo médio para carregar as informações no equipamento é de seis minutos. Uma vez terminada a carga, o preparador da urna eletrônica retira esta mídia e insere a Mídia de Votação e depois a Mídia de Resultados, onde ficam registrados os votos dos eleitores no dia do pleito. Esta segunda mídia funciona como um espelho dos votos registrados na Mídia de Resultados, por isso, é conhecida também como mídia de backup.
Na sequência, o preparador inicia o autoteste da urna eletrônica, onde o sistema indica passo a passo tudo que precisa ser feito para garantir que o hardware e o software estejam funcionando perfeitamente. Desde testes na tecla, sonoros e de exibição das informações. Uma vez finalizado este passo, é iniciada a lacração do equipamento, com lacres da Casa da Moeda. Ao todo são nove lacres, sendo cinco no terminal do eleitor e quatro no terminal do mesário.
No terminal do eleitor, aquele utilizado para teclar o voto e confirmar, ou seja, na urna, um lacre sela a tampa de compartimento da Mídia de Resultado, outro a tampa de compartimento da Mídia de Votação, dois lacres vão em portas USB e o último na tela. Já o terminal do mesário leva dois lacres nas portas de acesso e dois nas laterais. Criando assim, uma proteção do hardware. Por fim, as urnas são recolocadas nas caixas.
Durante as audiências de preparação de urnas também são sorteados equipamentos para a demonstração chamada VPP (Verificação Pré e Pós Eleição). Neste processo, é realizada uma votação real (dentro do sistema verificador) atrelada a um eleitor e aos candidatos reais. Esse processo serve para demonstrar que todas as informações foram carregadas corretamente e a votação ocorreu sem problemas. Uma vez finalizada a VPP, a urna é reconfigurada para ser utilizada para a votação.
Posteriormente, serão realizadas conferências visuais do equipamento, assim como verificação e preparação de UEs no dia da eleição, que inclui checagem do relógio interno e se os lacres estão inalterados.