
Os trabalhadores da coleta de lixo entraram em greve em Blumenau, no Vale do Itajaí. A paralisação foi anunciada no sábado (21), após assembleia entre o Sinteplu (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Privadas de Limpeza Urbana e Afins) e trabalhadores da Racli, empresa prestadora do serviço na cidade.
Na manhã desta segunda-feira (23), os trabalhadores protestaram na sede da empresa, no bairro Salto do Norte. De acordo com os próprio funcionários, 30% da coleta de lixo segue funcionando em Blumenau, por se tratar de atividade essencial.
Em nota, o Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) de Blumenau informou que não reconhece a paralisação dos serviços de coleta de lixo como um movimento legítimo.“O Samae tem conhecimento de todas as demandas que vieram à Racli Limpeza Urbana e informa que fiscaliza a empresa de forma bastante objetiva e eficaz. O pedido de aumento de salário está fora do prazo, pois maio é a data-base. O Samae reconhece como um movimento político partidário com objetivo de atrapalhar a corrida eleitoral de 2024 na cidade de Blumenau”.
O que pedem os trabalhadores da coleta de lixo
- Manutenção dos caminhões e melhoria nos caminhões da frota;
- 3 pares de luvas na semana (trabalhadores informam receber apenas 2 pares);
- 2 pares de sapatão para cada colaborador (trabalhadores informam receber apenas um par a cada seis meses);
- Atender NR38 (banheiros, pontos de apoio, giroflex em cima da cabine do caminhão e câmeras funcionando);
- Rever valor do vale alimentação.
A empresa disse que fornece equipamentos de proteção individual e uniformes dentro das especificações técnicas para a atividade e de forma gratuita a todos colaboradores, com trocas dentro das periodicidades ou necessidades conforme determinado pela NR-38 (Segurança e Saúde no Trabalho nas Atividades de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos).